PEDAGOGIA SISTÊMICA: A SURPREENDENTE VERDADE QUE NUNCA NINGUÉM CONTOU A VOCÊ SOBRE AS RELAÇÕES HUMANAS NA ESCOLA

Você já viveu isso?

Você prepara uma aula, organiza material, elabora estratégias e, quando aplica tudo o que planejou, se surpreende em ver que o resultado não foi o mesmo nas diferentes turmas?

Numa turma, tudo pode ter ocorrido como você programou. Mas em outra, algo inesperado aconteceu. Um novo elemento apareceu e você teve de mudar a rota do planejado.

Ou, simplesmente, nada funcionou numa das turmas como funcionou nas outras. Seus esforços naufragaram completamente!

E você teve de repensar todo o seu planejamento.

Por que isso acontece?

Podemos elencar vários fatores, como:

  • Diferentes níveis de proficiência das turmas (turmas mais avançadas e outras mais defasadas que vão ter desempenhos distintos na mesma atividade)
  • Horário da aula (se a primeira ou a última, se de manhã ou à tarde, influenciando inclusive a disposição fisiológica do aluno e do professor para desenvolver a atividade)
  • Fatores externos (situações que começaram fora da sala de aula e tiveram influência no decorrer dos trabalhos, como uma briga no intervalo, por exemplo)

Enfim, podemos citar aqui outros tantos fatores que afetam o desempenho diferenciado entre turmas escolares.

Mas há um que é determinante: os relacionamentos interpessoais.

A qualidade dos relacionamentos cultivados entre professores e alunos e entre os próprios alunos tem uma influência marcante nos resultados de qualquer atividade desenvolvida.

Com certeza você já percebeu que o “clima” de relacionamentos é bem diferente em turmas diferentes. Não só o relacionamento entre os alunos, mas também entre você e a turma.

Há turmas em que você flui mais, outras em que se sente emperrado. Há turmas em que batalha mais, e outras em que encontra tranquilidade.

Mais ainda, você também já deve ter percebido que alguns alunos o afetam positivamente e outros negativamente, enquanto outros parecem ser neutros.

E já reparou que o tipo de aluno que afeta você é quase sempre o mesmo?

Você pode se irritar mais com um folgado do que com o falante. Pode se sentir motivado pelo contestador, mas não pelo nerd. Pode se comunicar melhor com um adolescente e não com uma criança.

Com outros professores essas dinâmicas podem ser completamente diferentes. E os resultados também.

Um jogo de simpatias e antipatias se estabelece e acaba dando o tom para praticamente todas as situações vividas dentro e fora da sala de aula.

Vivemos isso de forma natural e raramente nos questionamos sobre as reais razões desses padrões de relacionamentos interpessoais que manifestamos repetidamente com nossos estudantes.

E, principalmente, não nos damos conta de como um ambiente interpessoal ruim pode afetar negativamente a aprendizagem.

Mas, e se houvesse uma explicação convincente e efetiva para tudo isso?

Como você reagiria se ficasse sabendo o porquê de sua implicância com Fulano? Ou de sua empatia com Beltrano?

Como você reagiria se descobrisse que todos os “Fulanos” e “Beltranos” que apareceram em sua vida e sala de aula não surgiram por acaso?

Você consideraria explorar a ideia de que muitas deficiências de aprendizagem dos seus alunos não se devem apenas à forma como eles se relacionam consigo próprios e com seu ambiente, mas também, para grande surpresa, devem-se às dinâmicas vividas pelos seus pais e antepassados?

E mais, imagine que há técnicas que não só revelam tudo isso, mas também reconfiguram esses padrões de relacionamento (presente, passado e futuro) num sentido positivo para todos.

Um conjunto de ferramentas capazes de mudar o “clima” das salas de aula e da escola e propiciar aprendizagem com felicidade para os alunos e realização profissional aos educadores.

Gostaria de saber mais sobre essas ferramentas?

Então, continue lendo este artigo se você está insatisfeito(a) com sua experiência na atividade educativa e quer encontrar meios para transformar essa realidade.

Você irá aprender sobre:

  • Como o pensamento sistêmico pode mudar a visão que você tem dos seus alunos, da escola e da Educação
  • Os princípios ocultos por trás dos problemas emocionais, relacionais, de saúde e de aprendizagem
  • Como o pensamento sistêmico pode resolver conflitos,  problemas de aprendizagem e promover sucesso e prosperidade.

Parece interessante? Então compartilhe este post com seus colegas e vamos juntos criar uma corrente de renovação e bem estar no universo educacional.

O PENSAMENTO SISTÊMICO

Você já ouviu falar de pensamento sistêmico?

Há várias histórias que podem ilustrar o que é o pensamento sistêmico e a minha favorita é a Hipótese do Centésimo Macaco.

Imagine duas pequenas ilhas tropicais A e B, completamente isoladas.

Ambas possuem uma pequena população de macacos da mesma espécie e com hábitos alimentares muito parecidos.

Raízes e frutas fazem parte de seu cardápio diário.

Então, pesquisadores resolvem introduzir batatas na alimentação dos macacos das duas ilhas e os macacos as pegam do chão e as comem da mesma forma que comem as frutas e raízes.

Por alguma razão desconhecida, um macaco da ilha A passa a lavar as batatas antes de comê-las e, aos poucos, outros macacos, por imitação, fazem o mesmo.

Com o passar do tempo, dezenas de macacos criam o hábito de lavar batatas e, quando o centésimo macaco incorpora esse hábito, algo extraordinário acontece.

Todos os demais macacos da ilha, de uma só vez, passam a lavar batatas.

Mais surpreendente ainda, os macacos da ilha B, onde não havia sequer nenhum que lavasse batatas, passam a adquirir o hábito apesar de nunca terem tido contado com os macacos da ilha A.

Esse é o fenômeno conhecido como Ressonância Mórfica, apresentado pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake em seu livro A New Science of Life ( Uma Nova Ciência da Vida)

Trocando em miúdos, um aprendizado foi não só assimilado e compartilhado entre indivíduos próximos, por imitação, mas também transmitido à distância por meio de um campo de energia.

Esse campo é chamado de Campo Morfogenético.

Para quem se interessar em conhecer um pouco mais sobre o Efeito do Centésimo Macaco, indico este artigo:

O campo morfogenético é um campo de energia criado por todas as espécies vivas que são visíveis e invisíveis no planeta Terra.

Todas as espécies vivas, seres humanos, animais e plantas – até mesmos os vírus e bactérias – têm uma consciência e, portanto, um campo emocional.

Emoção e energia conectadas ao campo morfogenético originam uma das forças mais poderosas de criação da realidade.

A sua realidade é produto de um campo morfogenético.

Os relacionamentos que você vive são produto de um campo morfogenético.

Se você incentivar um grande número de pessoas a pensar e agir de forma semelhante, um campo morfogenético pode ser criado. Como aconteceu no caso dos macacos que adotaram um aprendizado (lavar batatas) de forma coletiva.

Os elementos de um sistema (os macacos) influenciaram um ao outro por meio desse campo de ressonância mórfica mesmo estando eles sem contato uns com os outros.

Os sistemas, quando em relação, também influenciam uns aos outros.

Você é um sistema (orgânico e consciente) originário de um sistema hereditário (família) e inserido num sistema social (escola, cidade, tribo, país).

Um sistema contido em outros sistemas maiores e que contem em si sistemas menores.

Com certeza já deve ter visto aquelas bonecas russas, as matrioskas.

Elas representam muito bem o pensamento sistêmico, sendo cada boneca um sistema dentro de outro e dentro de outro e dentro de outro… Aliás, o logo do Educar Sistêmico representa as matrioskas!

Você dentro da família. A Família dentro da sociedade.

Como os sistemas estão em constante troca de informação e energia, é natural que você (um sistema pessoal de crenças e experiências) compartilhe diferentes informações quando em relação com outros sistemas.

Aqui está a resposta para a questão que colocamos no início deste artigo.

Você quer conhecer mais sobre o Pensamento Sistêmico aplicado à Educação e aprender técnicas sistêmicas para aplicar no seu contexto escolar?

Então coloque o seu email abaixo (é grátis) e você receberá recursos e estratégias para mudar a realidade da sua sala de aula e da sua escola.

 

Qual a razão de sermos afetados diferentemente por diferentes turmas ou tipos de alunos?

Ora, o seu sistema pessoal carrega informações e energias que são compartilhadas com os diferentes sistemas com os quais se relaciona (colegas de trabalho, salas de aula, tipos específicos de alunos).

A ressonância mórfica cria resultados distintos para cada tipo de interação entre sistemas.

É por isso que, como dissemos, turmas diferentes podem apresentar resultados totalmente diversos quando você interage com elas.

Suas intenções ou crenças em relação a uma turma ou aluno podem (e, acredite, vão!) influenciar grandemente nos resultados de sua interação com eles.

Expectativas de fracasso, favorecem fracassos. Expectativas de sucesso, favorecem sucessos.

É o seu sistema influenciando e sendo influenciado pelos outros sistemas.

Isso é a base do Pensamento Sistêmico.

Resta agora explorarmos como isso pode ser aplicado à Educação de forma prática.

 

A PEDAGOGIA SISTÊMICA

Imagine que questões emocionais e afetivas, problemas de saúde, dificuldades de conquistar sucesso na vida e outras tantas limitações são produtos da ressonância mórfica do sistema familiar de onde viemos.

Foi isso o que Bert Hellinger, um psicoterapeuta alemão descobriu quando investigou como as representações de pai e mãe afetam emocionalmente um indivíduo.

Ele criou um método chamado Constelações Familiares no qual pessoas representam os parentes de um cliente/paciente e revelam dinâmicas familiares que afetam direta e profundamente a vida desse indivíduo.

Para Bert Hellinger, a família e toda a sua carga genealógica (gerações passadas) são um sistema no qual o indivíduo está não apenas inserido, mas também em um estado de lealdade inconsciente que o faz compensar desequilíbrios desse sistema por meio de sintomas.

Trocando em miúdos, rompimentos na estrutura do sistema familiar como abortos, exclusões, rejeições, violências, não aceitação, divórcios, não reconhecimento de paternidade, mesmo tendo ocorridos há algumas gerações no passado, podem fazer com que membros das gerações mais novas vivenciem problemas relacionados a essas questões como forma de reequilibrar o sistema.

E pasmem, tudo isso por amor!

Sim, segundo o psicoterapeuta alemão, o amor é a energia primária que compõem e sustenta todos os sistemas e, por lealdade e amor ao sistema de onde nos originamos, fazemos nossas escolhas, assumimos certos comportamentos e agimos de determinadas formas.

Tudo inconscientemente!

Nessa questão se destacam as duas fontes originárias de qualquer sistema familiar: pai e mãe.

Cada um de nós, mesmo que não tenhamos contato ou conhecimento, somos originários de um pai e de uma mãe. E, num nível profundo, inconsciente, seremos sempre leais a eles, mesmo que eles tenham nos ferido ou rejeitado.

A mãe é uma função poderosa que carregamos em nosso sistema. Ela representa a energia de nutrição, acolhimento, autovalor, afetividade e relacionamento que carregamos em nós e projetamos em tudo o que fazemos.

O pai é a função que gera a energia de ir para o mundo, conquistar e organizar a vida civil, seguir regras e prosperar na vida.

Por amor, estamos em ressonância mórfica com cada um deles e com todos que vieram antes deles.

Olhamos para as suas histórias, deficiências, faltas e excessos e nos identificamos, reproduzindo tais coisas na forma de sintomas.

Reproduzimos assim como os macacos da ilha B reproduziram os comportamentos dos macacos da mesma espécie que viviam na ilha A, mesmo sem sequer estar em contato com eles.

Nós também copiamos comportamentos e emoções de nossos pais e antepassados, mesmo que não conheçamos suas histórias. Pelo simples fato da ligação genética a eles e a condição de lealdade e amor que dedicamos ao campo familiar.

É tudo por ressonância do campo familiar.

O sistema familiar é um campo morfogenético.

E como estamos em constante ressonância com esse campo familiar, por amor, normalmente vivemos uma vida que é resultado dessa ressonância.

As histórias e dramas familiares repercutem em nós, geralmente, na forma de sintomas.

Sintomas que podem ser físicos (doenças), comportamentais (procrastinação, autossabotagem) e emocionais (insegurança, medo, raiva, agressividade).

Pedagogicamente falando, talvez o sintoma que mais chame a atenção de pais e educadores é a deficiência na aprendizagem.

E, é claro, ela esta relacionada às dinâmicas do campo familiar.

Ressonâncias mórficas negativas vindas da função pai e/ou da função mãe (ou gerações passadas) geram transtornos neurobiológicos (dislexia, discalculia, transtorno de expressão da escrita, TDAH, autismo) que resultam em deficiência na aprendizagem.

Por exemplo, casos de déficit de atenção (TDAH) podem ser ressonância de abortos anteriores ao nascimento da criança. Um gestação num “útero ferido” e com um irmão (ou irmãos) não reconhecido(s) e não incluído(s) na família.

Nesse caso, a criança não se sente ocupando o seu lugar devido, pois há um irmão que a antecede na linha geracional e que precisa ser reconhecido e integrado no sistema familiar.

Esse sentimento inconsciente de inadequação pode fazer com que a criança não consiga foco na vida.

Uma intervenção por meio de movimentos sistêmicos como a Constelação Familiar, por exemplo, é capaz de desfazer esse “nó” energético no campo morfogenético da família, liberando a criança de sua identificação com o irmão não-nascido.

Essa liberação vai repercutir em todo o campo familiar e um movimento de cura ganhará força a partir daí.

E quanto a você?

Compreende agora porque determinadas atividades aplicadas em diferentes turmas geram resultados diversos?

Reconhece que determinadas dinâmicas de campos familiares diversos afetam o desempenho escolar dos alunos e mexem com a dinâmica do seu campo sistêmico pessoal, gerando contextos de antipatia e simpatia, fluidez e estancamento, boa e má comunicação?

Agora, imagine isso tudo considerado e levado para dentro do contexto escolar!

Essa é a proposta de Pedagogia Sistêmica.

Levar o pensamento sistêmico para dentro das escolas e aplicar os movimentos sistêmicos para corrigir desequilíbrios no contexto escolar.

Imagine como seria uma escola onde conflitos de relacionamento pudessem ser resolvidos por meio de práticas sistêmicas simples que produzissem liberação emocional e crescimento pessoal.

Imagine como seria uma escola onde as dificuldades de aprendizagem fossem também vistas e consideradas a partir da relação do aluno com seu campo familiar.

Imagine uma escola que use técnicas e movimentos sistêmicos para liberar emocionalmente seus alunos, promover amadurecimento e reajustar as funções pai e mãe para que eles possam conquistar seus objetivos e prosperar na vida.

Uma escola curadora.

Uma escola Humana.

Vamos formar uma corrente de renovação que vai se espalhar pelo mundo da Educação.

Estamos vivendo numa época fabulosa, cheia de desafios e de novas ferramentas que nos possibilitam a enfrentá-los com mais sucesso.

Compartilhar nossos conhecimentos e experiências é uma forma de fazer parte dessa poderosa onda de renovação.

E você pode fazer a sua parte!

Compartilhe este artigo com seus colegas e amigos e conecte mais pessoas no Movimento Sistêmico de transformação e cura.

O futuro conta também com você!

Um forte Abraço.

Carlos Harmitt

 

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Carlos Alberto Harmitt

Carlos Alberto Harmitt

Mestre em Educação e pesquisador do Pensamento Sistêmico e da Pedagogia Sistêmica, quer ajudar você a transformar a escola e a educação.

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