10 PAPÉIS PARA UM PROFESSOR EM TEMPO INTEGRAL QUE VÃO REVOLUCIONAR A EDUCAÇÃO E A SUA ESCOLA

 

O que você acha da contratação de professores em tempo integral?

O professor de tempo integral deve ser apenas uma característica do ensino de 1º ao 5º anos ou isso poderia ser estendida às outras modalidades?

Seria interessante que o professor se dedicasse a outras atividades na escola que não fossem apenas ministrar aulas?

Essas perguntas suscitam debates e posições confrontantes, em especial no cenário educacional brasileiro.

Enquanto outros países já adotam há décadas o regime de contratação integral dos professores, aqui no Brasil inicia-se esse processo por conta das demandas do ensino público.

A escola pública em tempo integral é que acaba gerando a necessidade de contratação de professores em tempo integral.

Dessa forma, professor integral vem para atender a um propósito das políticas públicas, enquanto o poder público mantiver apoio à ideia de uma escola em tempo integral.

Mas, será que deveria ser assim?

O professor em tempo integral não poderia existir independentemente de a escola ser parcial ou integral?

Independente de ser pública ou privada?

Se quisermos realmente transformar o cenário educacional brasileiro, é fundamental garantir não só a presença do aluno na escola em tempo integral, mas também dos professores.

Mantendo a sede em uma única unidade escolar, num regime de 40 horas semanais, o envolvimento do professor com aquela realidade educacional específica seria facilitado.

O professor ficaria em contato direto e efetivo com os desafios e peculiaridades da sua escola e da comunidade a qual ela atende.

Fornecendo aos professores autonomia, preparo e reconhecimento profissional, novas atribuições poderiam ser assumidas por eles o que, sem dúvida, colocaria a escola num novo patamar de qualidade e eficiência.

Mais ainda que eficiência, novas atribuições que poderiam tornar a escola mais humana.

Selecionei 10 dessas novas atribuições inovadoras para ilustrar a questão.

Gostaria de saber sobre elas?

Então, continue lendo este artigo se você acredita que uma mudança na estrutura e função da profissão docente é um caminho possível para melhorar a Educação.

Você irá aprender sobre:

  • Como problemas grandes podem ser resolvidos com a atuação de novos e simples papéis na escola
  • Como aproveitar a diversidade de habilidades dos professores para montar uma equipe multitarefa de excelência.
  • As novas funções nunca imaginadas para um professor mas que se tornam indispensáveis nas escola do século XXI

Parece interessante? Então compartilhe este artigo com seus colegas e vamos juntos renovar o papel do professor na escola e na sociedade.

PROFESSOR: PROFISSÃO MULTITAREFA

Professor, com certeza você já realizou uma série de atividades na escola que não especificamente dar aulas.

Podemos citar algumas delas:

  • Organizar e conduzir festas culturais (festa junina, por exemplo)
  • Planejar e desenvolver visitas pedagógicas
  • Recepcionar e conduzir reunião de pais
  • Promover eventos filantrópicos ou cívicos

Entre tantas outras coisas.

Geralmente elas são abraçadas de forma informal, na tentativa de atender à avalanche de situações que ocorrem numa escola ao longo do ano letivo.

Agora, já imaginou se determinadas funções consideradas extras fossem realmente atribuições para professores específicos que apresentassem certos requisitos e habilidades próprias?

Imagine que além de cumprir uma parte da sua jornada de trabalho ministrando aulas, você também pudesse se dedicar a um projeto fixo da escola, como por exemplo, a condução de um grupo de apoio a adolescentes grávidas ou realizar a coordenação pedagógica dos professores de uma área de conhecimento.

Imagine que isso fizesse parte do seu contrato com a escola e não fosse algo voluntário ou casual. Fosse remunerado e registrado no seu currículo profissional.

Como seria uma escola onde existisse uma força tarefa a serviço de pequenas situações que, quando mal conduzidas ou desprezadas, tornam-se imensos problemas?

Por exemplo, o diálogo com os pais.

Com todos os problemas vividos pelos nossos jovens e suas famílias, somente a reunião de pais para a entrega de boletins é suficiente?

Não seria mais eficiente – e humano – que um professor assumisse a função de atender semanalmente aos pais, mantendo uma linha de contato direta família-escola com razoável constância?

E ainda, como seria se na escola existisse um professor responsável por monitorar e analisar os resultados do processo de aprendizagem?

Tudo isso evidencia que a escola está repleta de nichos vazios para professores que exerçam papéis de humanistas, estrategistas, líderes, analíticos, visionários, coachs, empreendedores, cerimonialistas, artistas e tantos outros.

Uma comunidade de talentos que, unida em torno de um ideal de educação transformadora, poderia tirar a escola do seu mundinho arcaico e ineficiente.

A seguir, vamos explorar alguns desses papéis.

Qual será o seu?

 

PAPEL #1: O PROFESSOR COMO UM PROVEDOR DE RECURSOS

Segundo levantamento realizado em 2011 pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação, 72% dos professores concorda que os recursos tecnológicos de informação e comunicação permitem o acesso a materiais mais diversificados e de qualidade para o preparo de suas aulas.

O problema é que muitos professores têm dificuldade de acesso a esses recursos, seja por conta da pouca infra-estrutura da escola, seja por conta da jornada muito extensa ocupada com aulas (boa parte em mais de uma escola) ou até pelo desconhecimento sobre seu uso.

Agora, imagine se na escola houvesse professores com boas habilidades no uso das tecnologias de informação e comunicação (as TICs) que pudessem cumprir parte da jornada provendo material de apoio aos demais docentes?

Professores pesquisadores, utilizando a internet para prover a escola com recursos diversificados e compartilhados no planejamento das atividades de ensino-aprendizagem.

A área de Estudos e Pesquisas da Fundação Victor Civita (FVC) realizou um levantamento que apontou que 67% dos professores incluem o uso do computador em seu planejamento de aula o que demonstra a crescente importância que os professores estão dando à tecnologia em sala de aula.

Alguns dos recursos que pode sem providos aos professores e que aparecem como menos conhecidos ou utilizados são:

  • Podcasts
  • Softwares educacionais
  • Apresentações prontas
  • Jogos
  • Simuladores

Uma organização mais moderna e eficiente da escola e da jornada de trabalho do professor deve levar em conta esses dados ou corremos o risco de perder a preciosa janela de oportunidades que as TICs estão criando no contexto educacional.

Oportunidade que vem sendo explorada de forma criativa e proativa em outros países.

Então? Quanto aumentaria a qualidade das aulas dos professores com o auxílio de um professor provedor de recursos?

Pense nisso!

 

PAPEL #2: O PROFESSOR COMO UM INSTRUTOR ESPECIALISTA

Não é raro um professor de História, por exemplo, se deparar com problemas de alfabetização ao trabalhar com turmas de 6º ano.

Ou ainda, um professor de Física encontrar alunos com dificuldades na leitura e interpretação de enunciados de situações-problema.

Nessa hora seria de grande valia a ajuda de um professor especialista em alfabetização ou a colaboração de um professor responsável por laboratório de redação, por exemplo.

Não somente para realizar trabalhos paralelos com os alunos, como acontece em algumas escolas, mas também para auxiliar os seus colegas a planejar, executar e avaliar estratégias próprias da sua especialidade.

Algumas escolas particulares adotam o sistema de Coordenação por Área de Conhecimento – Ciências da Natureza, Linguagens e Códigos, Matemática e suas Tecnologias e Ciências Humanas.

As reuniões são por área de conhecimento e raramente há momentos em que as coordenações se unam para a realização de ações comuns. Geralmente ficam circunscritas à realização de um simulado, por exemplo.

O instrutor especialista já seria algo diferente do coordenador de área, pois auxiliaria num plano de ação específico para a melhoria de certas habilidades e competências que estivessem em defasagem.

Outra função do instrutor especialista seria no planejamento e elaboração de projetos que necessitassem das suas expertises.

Por exemplo, um projeto sobre nutrição saudável realizado pelos professores de Ciências poderia contar com o apoio instrucional de um profissional da área de Educação Física.

Pode-se levar em consideração também a atuação do professor especialista junto ao professores polivalentes.

Mais que projetos multidisciplinares, ações pontuais envolvendo determinadas habilidades e conteúdos seriam coordenadas pelo especialista para promover a melhoria em algum aspecto do processo ensino-aprendizagem.

 

PAPEL #3: O PROFESSOR COMO ORGANIZADOR DE CURRÍCULO

Você conhece a proposta pedagógica da sua escola?

A orientação da sua escola é construtivista, sócio-interacionista ou behaviorista?

É uma proposta real ou só está no papel?

Para você identificar a abordagem pedagógica da sua escola e reconhecer sua prática em sala de aula, veja o infográfico a seguir:

Compreender a proposta pedagógica da escola, o currículo e o conjunto de conteúdos, habilidades e competências a serem desenvolvidos pelos alunos é fundamental para que a equipe de professores trabalhe de forma coesa e coerente. O professor organizador de currículo pode assumir o papel de quem irá auxiliar os seus colegas a adotar e incorporar no seu fazer pedagógico as diretrizes curriculares, elaborar os modelos organizativos de atividades de ensino-aprendizagem, por em prática as modalidades de avaliação adotadas pela escola e analisar os resultados da equipe, corrigindo os desvios da proposta.

Esse papel está extremamente em falta na maioria das escolas, visto que uma das características que mais contribuem para o insucesso da escola é a falta de coesão e coerência das práticas pedagógicas exercidas pelos diferentes professores que integram o quando da instituição.

A função de manter essa coesão é normalmente creditada ao coordenador pedagógico que, em grande parte das vezes, não tem contato com todos os professores das diferentes modalidades ou não tem consegue obter uma coerência pedagógica com os coordenadores de outras modalidades.

 

PAPEL #4: O PROFESSOR COMO APOIANTE EM SALA DE AULA

Imagine como é difícil para um professor se adaptar a uma nova escola.

Nos primeiros meses o professor pode encontrar dificuldades com a proposta pedagógica ou com a estrutura organizacional da escola.

Um profissional que servisse como monitor ou multiplicador de formações poderia tornar esse período de adaptação mais rico em aprendizagem e produtivo.

Além disso, o professor-apoio ou apoiante também poderia trabalhar na sala de aula, não como regente de sala, mas como uma espécie de treinador, ajudando seu colega a implementar novas idéias e a por em prática novas estratégias.

Isso pode ser feito demonstrando uma lição, fornecendo uma rápida capacitação em alguma técnica específica, e também exercendo o papel de coach do professor, observando a prática dele e fornecendo-lhe feedback.

No atual contexto da inclusão, algo semelhante já acontece com a contratação de cuidadores que auxiliam o professor nas atividades com portadores de deficiências ou altas habilidades.

Entretanto, o professor apoiante se destacaria num campo estritamente pedagógico, acompanhando o desenvolvimento de outros colegas e até mesmo tutorando professores passo a passo no seu desenvolvimento dentro da instituição.

 

PAPEL #5: O PROFESSOR COMO ORIENTADOR DE GRUPOS DE ESTUDO

Você sabe o que são agrupamento produtivos?

Não somente em atividades práticas e especialmente na recuperação contínua, o uso de agrupamentos produtivos tem sido uma das estratégias que apresentam excelentes resultados na melhoria da aprendizagem dos alunos.

Faz parte da base da abordagem sócio-interacionista.

Existem várias formas de se agrupar os alunos:

  • segundo habilidades a serem desenvolvidas
  • segundo níveis de proficiência
  • segundo defasagens específicas

Por ser um trabalho que demanda bastante atenção e presença do professor durante o acompanhamento das atividades, muitos optam por não realizá-lo, especialmente os professores aulistas.

Além do mais, há também a questão do quanto o professor está acostumado a lidar e trabalhar com a heterogeneidade simultaneamente.

Um professor em tempo integral que dividisse sua jornada entre as aulas comuns e o acompanhamento de grupos de estudo poderia ocupar esse lugar tão necessário, em especial na escola pública, onde evidencia-se uma enorme heterogeneidade e comprometedoras defasagens na aprendizagem.

Algumas redes públicas e particulares já possuem professores para as chamadas aulas de reforço, mas que em grande parte acaba sendo um repeteco da aula comum, ministrada num nível mais básico e para alunos com dificuldades reunidos de várias turmas diferentes.

São raras a iniciativas em que se lança mão dos agrupamentos produtivos de forma efetiva.

Mas, será que só alunos necessitam de grupos de estudo?

Imagine uma escola onde os professores se reúnem para estudar determinados temas pedagógicos e/ou sócio-culturais ligados à realidade local.

E não me refiro às famosas HTPCs, hora de trabalho pedagógico coletivo, que acabam se convertendo, na maioria das vezes, num momento institucional.

São raros os momentos em que se fornece formação e estudo aos professores nas HTPCs.

Outro papel que um professor pode assumir é o de facilitar as oportunidades de aprendizagem entre os membros da equipe escolar, organizando e orientando grupos de estudos.

Quando professores se reúnem para aprender juntos, fica mais fácil visualizar as aplicações na realidade escolar daquilo que está sendo aprendido.

A aprendizagem profissional torna-se mais relevante, pois acaba sendo focada nos problemas específicos da escola e nas defasagens particulares observadas nos alunos da escola.

Professores com determinadas expertises em temas pedagógicos, sócio-culturais, organizacionais e psicológicos, trabalhando em consonância com a coordenação pedagógica, desenvolveriam momentos de formação, reflexão e estudos.

Essas comunidades de aprendizagem docente podem ajudar a tirar o professor do isolamento, proporcionando um esforço conjunto para a atualização teórico-prática e resolução de problemas comuns a todos.

 

PAPEL #6: O PROFESSOR COMO MENTOR

Você sabe o que é mentoring?

Mentoring é um processo de desenvolvimento profissional em que ocorre uma espécie de “apadrinhamento” de um profissional menos experiente por outro mais experiente.

É um termo mais conhecido no mundo corporativo e pouco explorado no meio educacional enquanto ferramenta para a formação contínua dos professores.

O processo de  mentoring pode ocorrer em etapas como:

  • estabelecimento de objetivos e metas
  • treinamento
  • estruturação de ações
  • avaliação

Um programa de desenvolvimento para professores novatos que, quando chegam à escola, trazem consigo muitas dúvidas e expectativas.

Em muitos casos, o entusiamo do professor novato confronta-se com dificuldades referentes à  gestão da sala de aula, comunicação com os outros docentes e adaptação à cultura organizacional.

Entre essas dificuldade podemos elencar:

  • Diferentemente de outras carreiras em que o nível de responsabilidades aumenta gradualmente, na escola, os professores novatos podem assumir mais responsabilidades do que os veteranos e cobra-se deles que tenham o mesmo desempenho dos outros professores.
  • A falta de clareza ou de comunicação sobre regras, modos de funcionamento, rotinas e procedimentos informais que, quando negligenciados pelos novatos, podem gerar conflitos.
  • O desconhecimento dos recursos necessários para o trabalho docente ou dos recursos exigidos pela escola.
  • O isolamento emocional e social que o professor novato pode sofrer quando na escola não há um grupo preocupado em integrar os iniciantes.
  • Por serem  jovens, os professores novatos sentem dificuldade em compatibilizar sua vida pessoal com as exigências da profissão.
  • A perda de algumas ilusões quando de depara com a realidade da escola e das salas de aula.

Por conta disso, um professor em tempo integral experiente e bem situado na organização escolar pode assumir o papel de mentor, acompanhando os professores ingressantes para servir-lhe como um modelo, aconselhá-los, ajudá-los a se adaptar à cultura e ao clima organizacional, e dar-lhe consultoria sobre o currículo, regras disciplinares, procedimentos pedagógicos, política e ética institucional.

O desenvolvimento profissional de professores novatos garante a inserção de profissionais que tenham bom grau de coesão e coerência, evitando o gasto de tempo e recursos com correções de procedimentos e conduta profissional.

mentoring garante a formação de uma equipe com uma “cara”, alinhada com os pressupostos de trabalho da escola e apta a desenvolver suas atividades em consonância com a proposta pedagógica da escola.

Além de oferecer uma acolhida ao novato que fará toda a diferença no seu desenvolvimento emocional e interpessoal na escola.

 

PAPEL #7: O PROFESSOR COMO REPRESENTANTE ESCOLAR

Constituição Federal de 1988 estabeleceu princípios para a educação brasileira, dentre eles:

  • obrigatoriedade,
  • gratuidade,
  • liberdade,
  • igualdade e gestão democrática.

Tais princípio são regulamentados por meio de leis complementares.

Dentre eles, a gestão democrática ou gestão compartilhada e participativa são termos que, embora não se restrinjam ao campo educacional, fazem parte da luta de educadores e movimentos sociais organizados em defesa de um projeto de educação pública de qualidade social e democrática.

Sendo assim, faz necessária cada vez mais a atuação política do professor e o estímulo à agremiação dos estudantes, no sentido de prover a escola de órgãos representativos para que a gestão democrática se consolide.

Surge então a figura do representante de escola.

Esse é um papel que pode ser assumido pelo professor em tempo integral e que pode contribuir muito não só para o modelo de gestão democrática da escola, bem como, criar uma ponte mais sólida entre escola e comunidade.

Como representante escolar, ele participará de comitês, tais como o Conselho Escolar ou a Associação de Pais e Mestres, atuando como defensor e divulgador das iniciativas da escola junto a esses comitês.

Também poderá assumir cadeiras em comitês distritais, associação de bairros, entidades assistenciais, grupos de divulgação científica e cultural e inclusive em organizações tanto governamentais quanto em ONGs.

O representante escolar compartilha a visão da escola com esses comitês, elabora estratégias de colaboração mútua e ajuda a congregar os cidadãos para participarem das ações do Projeto Político Pedagógico da escola

 

PAPEL #8: O PROFESSOR DATA COACH

As escolas recebem anualmente dados referentes à aprendizagem dos alunos aferidos por meio de avaliações externas como:

  • SARESP
  • ENEM
  • PROVA BRASIL

São dados que revelam muito sobre a relação entre a prática de ensino da escola e os níveis de proficiência dos alunos.

Apontam para replanejamentos, reelaborações, revisão de objetivos e metas e redirecionamentos da prática docente, avaliação, currículo, organização escolar.

A partir deles é que se tem um diagnóstico real da escola e se redesenha o percurso da escola em busca de excelência no processo ensino-aprendizagem.

Um trabalho longo e profundo que mexe com concepções e hábitos arraigados.

Imagine uma escola onde um professor em tempo integral, que detivesse as necessárias expertises, fizesse a análise apurada dos dados dessas avaliações externas e de outros tipos de avaliações de desempenho.

Esse seria o papel do professor como data coach.

Data Coach seria o responsável pela análise de dados junto com a administração da escola e com os professores a fim de entender os resultados da avaliação institucional e gerar respostas eficazes às necessidades da escola e dos alunos.

Data coach é uma atividade praticamente desconhecida no Brasil.

Basicamente, trata de direcionar ações a partir do que revelam os dados estatísticos analisados sobre uma questão específica, que pode ser alfabetização, aprendizagem matemática, capacidade de resolução de problemas,nível da produção textual, entre tantos outros.

No caso das escolas, existe uma quantidade enorme de dados que revelam desde o perfil sócio-econômico de sua clientela, bem como os níveis de proficiência dos alunos em determinadas áreas de conhecimento.

As expertises essenciais para tal papel são:

  • entendimento das questões administrativas
  • habilidades organizacionais
  • conhecimento estatístico
  • capacidade de fiscalizar  e supervisionar a implementação eficaz de avaliações externas e internas

O professor data coach  deve ser capaz de fornecer treinamento para os funcionários da escola no uso de avaliações formativas para melhorar e envolver o aprendizado do aluno.

No papel de data coach, o professor em tempo integral pode definir estratégias, organizar cronogramas e elaborar planos de ação para serem compartilhados com os colegas e com o corpo administrativo.

Uma inovação muito bem vinda para transformar a estrutura organizativa da escola, tirando-a da sua condição ainda arcaica e inserindo-a nas perspectivas empreendedoras do século XXI.

 

PAPEL #9: O PROFESSOR COMO PROMOTOR DE MUDANÇA

Você é do tipo de pessoa que gosta de mudanças?

Que enxerga a possibilidade do novo por onde passa?

Ou gostaria que algo na sua realidade mudasse, mas não sabe exatamente o quê e como?

Existem pessoas que estão sempre pensando “E se?”. Um pensamento que sempre carrega temas como preocupações, ansiedade, inconformidade e insatisfação com a realidade.

Pessoas assim são capazes não só de visualizar grandes mudanças, mas também de promovê-las.

Existem professores visionários que não se contentam com o status quo e estão sempre em busca de novidades e novas formas de organizar a escola e executar a prática docente.

Um profissional com tais características pode assumir o papel de professor promotor de mudanças ao instigar os colegas a saírem de sua zona de conforto, a abandonarem os vícios e as muletas profissionais e arriscarem-se na implementação de novos paradigmas, posturas e práticas que visem a melhoria da escola como um todo.

A escola brasileira carece hoje desse espírito transformador/empreendedor e apresenta ainda grande resistência aos inovadores e àqueles que querem tirar os professores de sua zona de conforto.

Investir nos professores como líderes e promotores de mudança pode ser mais um dos possíveis caminhos para tirar a escola dos fundamentos arcaicos em que ela ainda se encontra ancorada.

Aqui encontramos o desafio na formação e autonomia de professores líderes na escola.

As transformações marcantes na realidade sempre acabam ocorrendo por conta da motivação de uns poucos visionários que contagiam os demais e criam a massa crítica necessária para grandes mudanças de paradigma.

Um exemplo dessa transformação é o que tratamos neste site: a aplicação do Pensamento Sistêmico no contexto escolar.

Aliás, foi os sentimentos de inconformidade e insatisfação que me levaram a trilhar o caminho que me trouxe até você, criando o Transformação Sistêmica.

 

PAPEL #10: O PROFESSOR COMO APRENDIZ

Você é do tipo que está sempre vasculhando a internet em busca de novidades para aplicar na escola?

Interessa-se e mantém sempre disposição para frequentar cursos e cultivar leituras que auxiliem na profissão?

Sangue revitalizado é fundamental em toda organização.

Na escola, um professor em tempo integral pode ser aquele que está aberto e disponível a buscar novos conhecimentos, a conhecer novas técnicas para depois compartilhá-las com seus colegas.

O professor no papel de aprendiz usará parte das horas de sua jornada semanal para frequentar cursos, palestras, seminários e capacitações, sempre com a intenção em mente de adaptar o que aprende à realidade de sua escola e tornar prático aquilo que aprendeu em teoria.

Ao colocar-se também em freqüente situação de aprendizagem, o professor aprendiz poderá refletir sobre o processo de ensino-aprendizagem e injetar na escola novos conhecimentos e práticas.

O professor aprendiz é aquele que traz para dentro da escola os novos paradigmas, posturas, recursos e práticas para uma educação revolucionária.

Os possíveis papéis do professor em tempo integral  são muitos e se sobrepõem uns aos outros.

De forma alguma se esgotam nas 10 possibilidades que exploramos neste artigo.

As demandas da escola no século XXI vem se alterando com as mudanças no perfil social e cultural de alunos e professores ingressante, bem como das mudanças sociais e tecnológicas contemporâneas.

Alguns professores têm mais facilidade numa ou outra função, de modo que na escola podemos ter uns exercendo uma liderança mais formal, em que pesam algumas responsabilidades, e outros exercendo uma liderança mais informal ao interagirem com seus pares.

A variedade de papéis é tamanha que todos podem estar envolvidos na liderança em compartilhamento com coordenadores pedagógicos e diretores.

Essa sinergia modela a cultura da escola, melhora a aprendizagem e propicia o crescimento profissional de todos.

Em termos do Pensamento Sistêmico, permitir que os professores em tempo integral assumam papéis e funções diversificadas faz com que desequilíbrios no sistema sejam balanceados.

É um princípio sistêmico que diz que toda falta gera um excesso.

Os problemas recorrentes na escola como a violência, a crescente deterioração das relações, as deficiências de aprendizagem e problemas administrativos são excessos que tem por trás de si faltas que estamos negligenciando.

Além do que, honrando e motivando novos campos de atuação dos professores, enriquecemos e empoderamos os sistema escolar.

Criamos mais artérias, mais conexões nervosas e mais musculatura para enfrentar os desafios deste século que não é meramente uma época de mudanças, mas uma mudança de época.

E você pode contribuir com essa mudança de época!

Compartilhe este artigo com seus colegas e amigos e conecte mais pessoas no Movimento Sistêmico de transformação da educação.

O futuro conta também com você!

Um forte Abraço.

Carlos Harmitt


Fontes de consulta:

http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/os-papeis-do-professor-lider-parte-1-atuando-na-escola-archarm.php

http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/lideranca-na-escola-os-papeis-do-professor-lider-parte-2-archarm.php

http://www.ascd.org/publications/educational-leadership/sept07/vol65/num01/Ten-Roles-for-Teacher-Leaders.aspx

http://www.fvc.org.br/estudos-e-pesquisas/avulsas/estudos1-7-uso-computadores.shtml?page=0

http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/o-que-e-mentoring-conceitos-consultorias-definicoes.php

http://escoladegestores.mec.gov.br/site/4-sala_politica_gestao_escolar/pdf/texto2_1.pdf

http://www1.pgcps.org/compensationandclassification/index.aspx?id=186828


 

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Carlos Alberto Harmitt

Carlos Alberto Harmitt

Mestre em Educação e pesquisador do Pensamento Sistêmico e da Pedagogia Sistêmica, quer ajudar você a transformar a escola e a educação.

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